Tiradas de espíritos, boutades, estórias da política e do povo potiguar
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
DE GERALDO MELO
Geraldo Melo foi secretário de estado, vice-governador do Rio Grande do Norte. Lavasier Maia Sobrinho era o governador (1978-83). Ainda no tempo do Regime Militar. Em 1985 Geraldo coordenou a campanha de Garibaldi Alves Filho que se elegeu prefeito do Natal nas eleições de 1985, fato este que o credenciou a disputar pelo PMDB, o governo da terra potiguar ganhando para João Faustino (PDS) então deputado federal. Geraldo foi também senador da república (1995-03). Quando governador - 1987-91 (antecedendo Radir Pereira que assumiu o governo quando o titular José Agripino renunciou para disputar uma cadeira no senado federal) tinha um programa dominical na Rádio Cabugi de Natal denominado "Conversa com o povo". Pois bem, certo eleitor enviou para ele, Geraldo, uma carta solicitando um motor de fusquinha, para usar num ultraleve (aeroplano). Geraldo com aquela sua voz grave respondeu via rádio, dizendo assim: "Meu amigo José, admiro sua inteligência. Mas não vou poder atendê-lo porque você pode sair por aí voando e cair em cima de uma casa. Aí vão me chamar de irresponsável. E vou lhe presentear com um jumento andaluz porque acho que é um modelo de transporte mais seguro. Abraço do seu governador."
De outra feita, via rádio Cabugi, Geraldo Melo respondeu a certa senhora do interior potiguar que lhe pedira uma ajuda financeira para realizar uma festa baile. Geraldo respondeu: "Dona Maria, se a senhora quer festa vá pro Assu que lá tem todo dia!" - É que Assu é conhecida como cidade festeira.
Em tempo: Quando Geraldo Melo governou o Rio Grande do Norte, o povo potiguar dormia de portas escancaradas, abertas, vivia com segurança. Afinal, além de bom governador, foi um atuante senador da república. Foi ainda vice-presidente do senado.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
TOMAR DE QUEM?
Getúlio Teixeira em seu livro Humor Com Gosto de Sal afirma que em plena campanha política para a prefeitura de Macau, tinha uma chapa formada por Zé Oliveira (prefeito) e Ari Borja (vice). Os dois, para meter a mão no bolso, era uma parada. Para se ver dinheiro daquela dupla, era muito difícil. Era igual à cabeça de bacalhau: para se ver, só indo à Noruega. Duas horas da tarde, em plena Rua Angicos, o termômetro devia estar na marca dos 40 graus. Os candidatos suavam feito chaleira, Ari Borja olha para Zé Oliveira e diz: Vamos tonar uma água mineral? Zé Oliveira, com medo de meter a mão no bolso, respondeu: Tomar de quem?
terça-feira, 9 de julho de 2013
AGENOR E DINARTE
Dinarte de Medeiros Mariz [n. Serra Negra-RN, 1903, m. Brasília-DF, 1984]. Hoje completa 29 anos de sua morte. Foi um influente político brasileiro, deputado estadual, governador, senador pelo Rio Grande do Norte. Quando o senador Agenor Maria afirmou no plenário do Congresso Nacional, que “o Senado é melhor do que o céu”, frase atribuída a um político carioca. Dinarte, ao tomar conhecimento, disse: "Mas, para chegar ao céu terá que morrer!"
domingo, 21 de outubro de 2012
VEREADOR 'UNIFORMADO'
Título do blog.
O escritor potiguar da Academia Norte Rio-Grandense de letras chamado Valério Mesquita narra que "o vereador Jorge Ribeiro, de Ielmo Marinho, era considerado um homem paciente. Fala mansa e arrastada, detinha mais um item no seu currículo: a soneca. Até em plenário Jorge achava espaço para um cochilo. Bastava que um dos colegas esticasse um pouco mais o discurso, logo se ouvia o seu ronco. Certa vez, o calor estava forte e o edil tirou o paletó colocando-o no encosto da cadeira. Em seguida, o dorminhoco “viajou”. Um dos pares, por gozação, retirou seu paletó, levando-o para outra sala. O presidente da casa foi até o vereador e ponderou: “Meu nobre colega, dormindo em plenário e, além disso, todo à vontade, cadê a ética?”. Aí ele perguntou: “Cadê meu paletó que tava aqui? O senhor como chefe da casa vai dar conta. Eu entrei nesta porra todo “uniformado!”
O escritor potiguar da Academia Norte Rio-Grandense de letras chamado Valério Mesquita narra que "o vereador Jorge Ribeiro, de Ielmo Marinho, era considerado um homem paciente. Fala mansa e arrastada, detinha mais um item no seu currículo: a soneca. Até em plenário Jorge achava espaço para um cochilo. Bastava que um dos colegas esticasse um pouco mais o discurso, logo se ouvia o seu ronco. Certa vez, o calor estava forte e o edil tirou o paletó colocando-o no encosto da cadeira. Em seguida, o dorminhoco “viajou”. Um dos pares, por gozação, retirou seu paletó, levando-o para outra sala. O presidente da casa foi até o vereador e ponderou: “Meu nobre colega, dormindo em plenário e, além disso, todo à vontade, cadê a ética?”. Aí ele perguntou: “Cadê meu paletó que tava aqui? O senhor como chefe da casa vai dar conta. Eu entrei nesta porra todo “uniformado!”
domingo, 31 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
BUMBUM DE IVETE
Ivete Vargas [n. São Borja, 17 de julho de 1927 - m. São Paulo, 3 de janeiro de 1984] era sobrinha-neta do ex-presidente Getúlio Vargas. Durante o seu primeiro mandato [ela foi eleita pela primeira vez em 1950] deputada federal [PTB] por São Paulo. Naquela época Ivete visitou a cidade de Mossoró, importante município Norte-rio-grandense. Pois bem, Epifânio Barbosa [ele era entusiasta de Vargas] grande pecuarista no Sertão do Assu, figura espirituosa, amigo de influentes políticos da terra potiguar, entretantos o governador Dix-Sept Rosado. Epifânio resolveu ir até aquela terra mossoroense conhecer aquela parlamentar. Ao chegar no aeroporto Ivete já se encontrava arrodeada por uma multidão de admiradores, não deu outra. Epifânio desinibido, com aquela habilidade que lhe era peculiar meteu-se no meio daquela gente toda e, com facilidade aproximou-se daquela ilustre visitante, batendo forte com a mão no seu 'bumbum', dizendo com aquele seu jeitão sertanejo: "Muito prazer deputada. Epifânio Barbosa, do Assu. Eu nunca bati na bunda de uma mulher pra ela não olhar pra trás!"
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